IZA REVELA IDAS ‘SECRETAS’ A OLARIA, BAIRRO ONDE NASCEU

IZA REVELA IDAS 'SECRETAS' A OLARIA, BAIRRO ONDE NASCEU

Com clipes visualizados milhões de vezes na internet e uma cadeira entre os técnicos da oitava temporada do programa “ The voice Brasil”, a cantora IZA está na crista da onda. A carioca, de 28 anos, não se abala com o sucesso. Quer apenas cantar, levar sua mensagem e ter tempo para assistir ao programa do Faustão com a família. A seguir, confira trechos de nossa conversa com a estrela pop.

Racismo x Internet

“A rede social virou um canal de denúncia. Antes até existia um lugar para isso, mas você chegava à delegacia e, muitas vezes, era desmentido ou acabavam culpabilizando a vítima — que é o que acontece não apenas com as pessoas que vão denunciar racismo, mas também homofobia, assédio… O sistema ainda é muito defensivo. Então, sim, o Instagram, por exemplo, virou um canal de denuncia e de movimento mesmo. A gente consegue se achar por ali.”

Faustão

“Quero muito estar com minha família estruturada; quero cantar para sempre; e ter meu tempo para aproveitar minha família. Gostaria de vê-la muito mais, e acho que é isso que importa. Toda vez que viajo e vejo como o mundo está louco, tenho mais certeza de como é bom ter uma família que me ama. Gosto de me reunir com a turma para tomar uma cerveja, fazer um churrasco, assistir ao “Domingão do Faustão” e o quadro a “Dança dos famosos”. Quero estar focada nisso.”

Origens

“Saí de Olaria (bairro da Zona Norte do Rio onde nasceu e foi criada) em 2010. Claro que volto lá; tenho casa. Só não anuncio nas redes sociais que estou indo visitar a família e os amigos. Ficamos no terraço, na laje. Compartilho fotos e vídeos depois. Encontro com a galera que estudou comigo sempre. No mínimo, uma vez por mês nos reunimos.”

Antes da fama
“Morei em Olaria e numa área de classe baixa em Natal (a mudança do Rio para o Rio Grande do Norte aconteceu num período da infância por causa trabalho do pai, que é militar). Fico muito orgulhosa em dizer que minha família sempre foi muito estudiosa, muito dedicada, muito acadêmica. Tenho pessoas que trabalharam diretamente para que eu tivesse acesso a tudo. Às vezes, a situação apertava. Se eu quisesse fazer uma viagem, por exemplo, tinha que organizar. Óbvio que hoje meu padrão de vida é completamente diferente, mas não me lembro dessa época com pesar. Era humilde, mas não enxergava isso como um fardo. Tive uma vida que a maioria dos brasileiros tem. Que bom!”