MÃE PODE TER SIMULADO SUICÍDIO DA FILHA DE 15 ANOS

MÃE PODE TER SIMULADO SUICÍDIO DA FILHA DE 15 ANOS

A Polícia Civil investiga a morte de uma adolescente, de 15 anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ela morreu no prédio onde morava, um dia depois de sair de um abrigo municipal para onde foi levada após sofrer violência doméstica. As agressões eram cometidas pela mãe.

Segundo o delegado Sérgio Nassur, da Delegacia Sede da cidade, a adolescente foi encontrada morta após cair do décimo andar, onde está o apartamento da família, na última semana. Inicialmente, o caso não foi divulgado, mas a investigação tomou outro rumo depois que o aparente suicídio poderia ser, na verdade, um crime simulado pela própria mãe.

Vídeos obtidos pela polícia mostram a mãe agredindo violentamente a adolescente. Nas imagens, a garota aparece sendo alvos de golpes com pedaço de madeira no quarto e depois no banheiro, enquanto ela tomava banho. Ainda não se sabe quem gravou, mas a suspeita é que tenha sido irmã caçula da vítima.

Segundo a conselheira tutelar Sueli Agrela, uma denúncia fez com que o órgão procurasse a mulher e as filhas. Todas foram ouvidas e encaminhadas à delegacia, onde ficou determinado que as duas meninas, a adolescente e a criança, fossem recolhidas para um abrigo municipal enquanto ocorresse o inquérito, que foi aberto.

O irmão mais velho das duas meninas, que mora na capital, retirou ambas do abrigo. Segundo a Prefeitura de Praia Grande, a liberação ocorreu porque ele foi identificado como “figura protetiva familiar” e também assinou um termo de responsabilidade garantindo que as duas estariam em segurança, mas as devolveu à mãe.

“Elas não deveriam ter saído do abrigo para serem devolvidas à casa de onde elas haviam sido anteriormente retiradas por conta de situação idêntica. Precisamos apurar se o desabrigamento não teria seguido formalidades. Não há ou não haveria documentação a respeito disso”, explica o delegado Sérgio Nassur.

Segundo Ministério Público de São Paulo, serão ouvidos no inquérito o zelador do prédio, vizinhos da família, o responsável pelo abrigo municipal e o conselho tutelar. O laudo da perícia vai determinar a real causa da morte, mas não ainda não há prazo para ele ser divulgado. O nome dos envolvidos permanece em sigilo enquanto ocorrem as investigações.